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Bloco de Esquerda quer mais apoios a viticultores

Na adega da Casa Lata, em Amares

Em Amares, a comitiva da candidatura do Bloco de Esquerda de Braga encabeçada por Pedro Soares e acompanhada por Manuel Carlos Silva, José Ilídio Torres e Isabel Gonçalves, destacou os problemas que afetam a produção de vinho, durante a visita a uma exploração de vitivinicultura, um sector em ascensão económica.

Perante o problema da flavescência dourada que afeta já as vinhas dos distritos de Braga e Viana do Castelo bem como parte do Vale do Douro, o cabeça de lista do bloco pelo circulo eleitoral de Braga pretende que seja atribuído um prémio à reestruturação da vinha, como um programa de apoio ao rendimento aos viticultores como complemento ao VITIS que se destina à reestruturação da vinha. O objetivo visa possibilitar a sobrevivência dos produtores afetados pela flavescência dourada, nos três anos seguintes ao ataque da doença até ser possível uma nova plantação.

O Bloco de Esquerda quer assim criar um programa para compensar os prejuízos dos viticultores resultantes da mais grave doença da vinha após a Filoxera, para reposição das vinhas e apoio ao rendimento, de forma a garantir a continuidade da produção.

Pedro Soares realça que a doença "é demasiadamente grave e prejudica muitos agricultores" para que "o Ministério da Agricultura não tenha uma atitude mais proactiva relativamente ao combate desta doença quando devia reforçar os meios humanos e técnicos para este combate". "A agricultura familiar é demasiado importante para que continue a ser abandonada e a não ser devidamente protegida e apoiada" referiu Pedro Soares.

O responsável pela adega da Casa Lata, em Amares, registou ainda a falta de técnicos do ministério para as atividades de prospeção da doença, de fiscalização, de aconselhamento e acompanhamento a propósito do combate à doença.

"Para os pequenos produtores de uva, a flavescência dourada representa arrancar toda a vinha da exploração, para quem tem dois a cinco hectares representa uma quebra brutal no rendimento e muitos deles acabam por abandonar as explorações", destaca Pedro Soares.

Nos últimos cinco anos, mais de 40 mil e 800 produtores abandonaram explorações agrícolas. 

Notícia no jornal O Amarense