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Fão saiu à rua para contestar extinção da freguesia

Centenas de pessoas de Fão, município de Esposende, manifestaram-se, ontem à tarde, pelas ruas da vila, contra a proposta da Reforma Administrativa Territorial. 

«O que esta reforma vai fazer às freguesias de Portugal é uma aberração», disse à Lusa Óscar Hernâni Viana, um dos mentores deste protesto que tem na sua base o movimento designado “De mãos dadas por Fão”. Esta não é a primeira vez que a população daquela vila sai à rua para mostrar a sua «revolta e indignação» pelo facto de o Governo pretender levar a cabo esta reforma, sublinhou Óscar Hernâni Viana, que classifica esta pretensão como um ato de «terrorismo contra as pessoas ». As populações «vão perder o contacto de proximidade com os seus autarcas e com todas as instituições que as representam», alega.

A freguesia de Fão, elevada a vila fez este fim de semana 37 anos, tem «mais de 4.800 habitantes, um hospital privado que é de excelente qualidade, uma escola profissional com muitas centenas de alunos e uma corporação de bombeiros», estruturas «que foram dadas à vila pelos seus antepassados e que agora nos querem roubar», realçou.

A população aproveitou as comemorações dos 37 anos de elevação de Fão a Vila para sair à rua numa marcha lenta que percorreu a Estrada Nacional 13, desde o “Chalet do Bom Jesus” até ao centro da cidade de Esposende.

Ao protesto juntaram-se autarcas, representantes dos vários quadrantes políticos locais, dirigentes associativos e população, como forma de mostrarem a «sua revolta» por uma reforma que pretende juntar a Vila de Fão a Apúlia. «O Governo tem que nos ouvir tanto mais que esta junção de freguesias irá representar zero para o Orçamento de Estado», sublinhou Óscar Viana que acusa os partidos do Governo de querem «tirar a alma às populações». Caso esta reforma avance, o movimento “De mãos dadas por Fão” voltará a sair à rua com novos protestos, garantiu Óscar Viana que não tem dúvidas em afirmar que esta questão se resume a «uma teimosia do Governo com consequências horríveis para as pessoas, sobretudo os mais idosos e mais necessitados».

Diário do Minho

(Imagens: Diário do Minho e Freguesia de Fão)

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