Share |

"Gostamos de flores, mas queremos direitos"

See video

Marisa Matias, na sua intervenção no Dia Internacional da Mulher, destacou a atualidade da luta pela igualdade entre os géneros e a importância que as opções políticas têm a esse respeito.

"Ainda que algumas de nós gostem de flores, este não é, seguramente, um dia apenas para receber flores, é um dia para celebrar a igualdade de direitos que está por cumprir e para celebrar também o reconhecimento da diferença entre homens e mulheres", afirmou Marisa.

Marisa Matias descreveu a atual situação de desigualdade socioeconómica vivida pelas mulheres na Europa, "a desigualdade aumentou, a diferença salarial aumentou, o desemprego aumentou, a violência sobre as mulheres aumentou, e muitas vezes sob a forma mais brutal".

"No meu país, por exemplo, só no ano passado morreram 29 mulheres vítimas de violência doméstica e o problema é político. Seria importante que a Comissão não tratasse esta desigualdade socioeconómica apenas como uma questão de cotas e de palavras, mas que trouxesse política, porque, como disse, o problema é político" salientou Marisa Matias.

Marisa Matias concluiu, reclamando uma aplicação prática das exigências que são feitas "reconhecer que a austeridade foi um fracasso seria um bom começo. Voltar a pôr na agenda a diretiva da maternidade e da paternidade seria um ótimo sinal de que não queremos palavras. Eu quero que vir aqui falar todos os anos, mas também quero que as nossas palavras tenham consequências".