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“Bloco é a força que vai fazer a diferença”

Imagem: Esquerda.net

“Bloco de Esquerda é o partido das propostas transparentes, em língua em que todos nos compreendemos, e com compromissos claros sobre o que é mais determinante na vida das pessoas”, afirmou a porta-voz bloquista.

“Se o país perde emprego, criar emprego é o futuro. Se no país se destruiu salário e pensão: respeito pelo salário e pelas pensões é a reconstrução do país. Se o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública estão a ser atacados por negociatas, que retiram o que é de todos para os interesses privados, denunciar essa promiscuidade é defender o SNS e a Escola Pública”.

“Do Bloco de Esquerda, desde início, sabem que ouvem palavras claras. Sabem que quando vos falamos dos números da nossa economia não estamos a fazer malabarismos. Se vos falamos da dívida e do défice é por que sabemos que por causa da dívida e défice se cortou salário, pensão e se destruiu emprego para tudo ficar pior”, sublinhou Catarina Martins.

“Se vos falamos dos buracos do BES, do BPN e dos seis bancos, em seis anos, resgatados com dinheiro público, é por que sabemos que esses resgates foram um assalto aos salários, às pensões e á economia do país”.

“A campanha da coligação de direita é feita de enganos, tentando esconder tudo, por que só escondendo tudo podem tentar apresentar-se a estas eleições”, criticou.

“Começaram por esconder os próprios partidos. Vejam lá que PSD e CDS nem sequer aparecem nos outdoors. Agora é PáF, Portugal à Frente, como se tivessem nascido agora, como se não tivesse existido uma campanha, em 2011, em que prometeram proteger contribuintes e pensionistas para no dia seguinte atacar contribuintes e pensionistas”.

“Prometeram também não cortar subsídios de natal e férias para, no dia seguinte, fazerem o contrário. Como se não tivessem feito uma campanha a dizer que não havia mais nomeações de partidos para o Estado e, a seguir, não tivessem nomeado todos os diretores regionais da Segurança Social com o cartão do partido PSD e CDS”, relembrou Catarina Martins.

“E se, PSD/CDS tentam esconder nesta nova coligação PáF o que são, o que fizeram, o que prometeram e os votos que traíram nestes anos, tentam também esconder os resultados da sua governação”.

“Quando debati com Passos Coelho e o acusei, com números certos, de ser o primeiro-ministro de um governo que mais tinha aumentado a dívida pública no país, depois de tantos sacrifícios que impôs a toda a gente que aqui vive. Vejam lá que me disse que isso não era verdade. Que, desde 2013, a dívida tinha parado de aumentar e que só tinha aumentado 30 mil milhões de euros”.

"Nem aquilo que disseram no início da campanha, nem o que disseram há poucas semanas podem ser levados a sério. A dívida não aumentou 30 mil milhões de euros, nem deixou de aumentar em 2013. Aumentou 60 mil milhões de euros. Nada do que disseram valeu. Não valeu em 2011 e não vale em 2015”, atirou a candidata bloquista.

"O Governo tentou esconder até à última da hora o relatório do Observatório da Emigração, que diz que saíram 110 mil pessoas por ano. Pedro Passos Coelho tenta agora esconder o resultado desastroso da sua política, que foi expulsar meio milhão de pessoas, na sua maioria jovens, do nosso país. Não deixamos que escondam nenhuma das 485 mil pessoas obrigadas a emigrar estes anos”, garantiu.

“Não fiquem em casa, votem pelos vossos filhos e netos para derrotar o governo que os expulsou. Votem porque precisamos deles. Não podemos ter um país que serve para fornecer mão-de-obra barata ao norte e centro da Europa. Não desistir do futuro é ir votar no domingo”.

"Cada deputado e deputada do Bloco de Esquerda, vocês sabem o que representa na Assembleia da República: proteger salários, proteger pensões. Desta vez vai ser Bloco de Esquerda porque o Bloco é a força que vai fazer a diferença. Vamos à luta em todo o país”, afirmou Catarina Martins.

“O Bloco de Esquerda vai aumentar a sua votação em todos os distritos, nos distritos onde já tem deputados e deputadas, mas também em distritos onde teve e perdeu, não só em Braga, mas também estamos a disputar eleições em Coimbra com o José Manuel Pureza, em Santarém com o Carlos Matias, em Leiria com Heitor de Sousa”.

Marisa Matias: “Carlos César enganou-se apenas numa letra. Voto no Bloco é votar direito”

A eurodeputada Marisa Matias afirmou que “para a Europa é muito importante o resultado que vamos ter no domingo”.

“É importante saber se o governo da austeridade sai derrotado, ou não. Nós sabemos que há muitos olhos da Europa em Portugal. Há os olhos da senhora Merkel e do senhor Juncker, mas há também os olhos de todos os outros, que nos vários países da Europa lutam contra a austeridade e por uma sociedade mais justa e solidária. Esses olhos estão connosco é nós devemos-lhe isso no próximo domingo”, sublinhou.

“Esta semana, Carlos César repetiu a ideia peregrina que votar Bloco de Esquerda é votar na direita. Enganou-se apenas numa letra. Votar no Bloco de Esquerda é votar direito”, garantiu Marisa Matias.  

“O voto direito é quando uma pessoa sabe para que é que o seu voto vai servir. O que é que o partido que o recebe vai fazer com ele e com a certeza de que não vai ser traído. Esse voto direito é no Bloco de Esquerda”, explicou.

“Por comparação, o que é voto torto. O voto torto é mais ou menos como aquelas espingardas de pressão de ar, em algumas barracas de tirinhos das feiras, que têm a mira a apontar para a esquerda mas o chumbo sai sempre à direita, portanto nunca sai prémio”, ironizou em alusão ao voto no PS.  

A eurodeputada afirmou ainda que os portugueses podem fazer com que PàF signifique "Passos, agora foste", destacando que "o voto no Bloco é muito importante para definir o contexto e perfil do novo Governo".

"A direita não vai conseguir formar Governo, isto no pressuposto de que as palavras de António Costa ainda têm algum valor", antecipou.

Pedro Soares: “Campanha da coligação de direita tem sido exercício supremo de hipocrisia política”

“A campanha da coligação de direita tem sido um exercício supremo de hipocrisia política”, afirmou o cabeça de lista bloquista pelo círculo eleitoral de Braga.

“Em Braga, a lista é encabeçada por um ministro deste governo. Tivemos quatro debates com os cabeças de lista e soa sempre tão a falso quando ouvimos a coligação de direita, este ministro do governo que agora cessa, dizer que a austeridade trouxe crescimento e estabilidade”, afirmou Pedro Soares.

O dirigente do Bloco diz estar provado ser “mentira que austeridade servia para combater a dívida”, pois “a dívida aumentou como nunca, que servia para diminuir o défice e ai está o défice de 2014 acima dos 7%. Que não era preciso cortar nos salários, nas pensões, nem aumentar os impostos. Todos conhecemos o filme que se seguiu verdadeiramente trágico, como nós bem sabemos no distrito de Braga”, asseverou.

“Diziam que a austeridade era necessária para dar sustentabilidade ao Estado Social e tivemos quatro anos de esforço, mas para privatizar tudo que pudesse dar lucro aos privados: no Serviço Nacional de Saúde, na Educação e na Segurança Social”.  

“Recebi uma mensagem, por telemóvel, de um agricultor, que me reencaminhou um sms do IFAP – instituto financeiro do ministério da Agricultura – que enviou hoje, a dois dias das eleições, uma mensagem para os agricultores a dizer que ia antecipar o pagamento do subsídio ao rendimento dos agricultores”.

“No ano passado, este subsídio tinha sido pago em junho. Para este ano, o governo calendarizou para novembro, para agora dizer que antecipa o pagamento do subsídio para influir com o nosso dinheiro na campanha eleitoral”, criticou.

“Esta ministra da agricultura, Assunção Cristas, aprendeu rapidamente a escola do malabarismo político do Paulo Portas. Querem fazer de nós parvos, ainda por cima, com o nosso dinheiro. Mas, nós não o vamos admitir e vamos responder-lhes com todas as letras no próximo domingo”, afiançou Pedro Soares.

Paula Nogueira: “Direita optou por descarada utilização da máquina do Estado para fazer propaganda”

“Foram dois meses de estrada durante os quais sentimos a nossa campanha a crescer. Falámos da paz, quando propusemos que as câmaras do distrito se unissem os refugiados da Europa da nossa vergonha”, anunciou Paula Nogueira, segunda candidata do Bloco por Braga.

“Reunimos com sindicatos, com trabalhadores às portas das fábricas, quando denunciámos o trabalho precário nos call-centers, propusemos as 35 horas de trabalho semanal e o salário mínimo de 600 euros e defendemos o fim das Empresas de Trabalho Temporário”, expôs a dirigente bloquista.

“A coligação de direita optou por uma descarada utilização da máquina do Estado para fazer propaganda. O Presidente da Câmara de Braga e mandatário concelhio da coligação levou milhares de idosos a um convívio, dois dias antes da campanha, para lhes fazer esquecer os cortes nas pensões que a direita infligiu. O diretor da Segurança Social usou as instituições de apoio à deficiência e os seus utentes para fazer uma festarola em plena campanha eleitoral, talvez para fazer esquecer os cortes que o ministério do seu partido, o CDS, decidiu fazer aos subsídios de apoio à Educação Especial”, acusou Paula Nogueira.

“No próximo domingo, os eleitores de Braga têm uma escolha fundamental para fazer: eleger um insignificante deputado da direita ou eleger o Pedro Soares”. 

 

(Esquerda.net)