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Recém-nascidos continuam sem médico de família

Foto de http://www.subebe.com/

O levantamento feito pelo grupo parlamentar do Bloco de Esquerda junto dos 55 agrupamentos de centros de saúde portugueses obteve 47 respostas e traça o quadro da insuficiência de médicos face aos objetivos definidos na lei aprovada em 2016.

O projeto Nascer Utente previa que todos os recém-nascidos passassem a ter médico de família atribuído de forma automática na instituição onde nasçam, mas a resposta ao inquérito mostra que tal não está a ser cumprido e existem, no distrito de Braga, 12 bebés nascidos desde o início de 2018 ainda sem médico de família atribuído.

No que diz respeito ao número de crianças e jovens em idade pediátrica, o número dos que não têm médico de família ascende a 2670 no distrito de Braga. Comparando com um inquérito semelhante feito em maio de 2017, o resultado mostra “uma evolução, mas a lei continua longe de ser cumprida”, afirmou o deputado bloquista Moisés Ferreira.

“É preciso encontrar uma solução, porque nestas idades é particularmente importante, sobretudo nos primeiros anos de vida, haver um acompanhamento mais regular e uma maior vigilância. O que nos preocupa é que, não estando atribuído um médico a estes recém-nascidos, crianças e jovens, esta vigilância esteja a ser prejudicada”, sublinhou o deputado bloquista.

“O Governo não pode ficar só por anunciar legislação sem se preocupar que ela seja cumprida. Tem de fazer cumprir a lei para os recém-nascidos e tem de fazer mais para contratar médicos de família, garantindo que os mais novos e os mais idosos, pela carga de doença, têm prioridade. Infelizmente, o Governo parece ficar mais pelos anúncios, não vai ver o que está a ser cumprido no terreno e no último ano e meio tem contribuído negativamente para a não resolução do problema com atrasos nos concursos para a colocação de médicos de família”, destacou o deputado Moisés Ferreira.

 

Em anexo, encontras o documento entregue na Assembleia da República.

AnexoTamanho
539._pergunta_bebes_sem_medico_familia_14.02.2018.pdf432.18 KB