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BE irá propor um plano de emergência económico no distrito

Pedro Soares, Paula Nogueira e Adelino Mota
Pedro Soares defende governo de esquerda e exige um plano de emergência para o distrito

O Bloco de Esquerda de Braga reafirmou, ontem, a intenção de apresentar na Assembleia da República uma proposta de “plano de emergência económico e social” para o distrito. Esta será uma das primeiras tarefas do deputado eleito Pedro Soares, que ontem fez uma conferência de imprensa de balanço eleitoral, acompanhado por Paula Nogueira (que ficou a uma centena de votos de ser eleita) e de Adelino Mota, que coordenou a campanha, que «elevou o BE a terceira força política do distrito e com votações acima da média nacional».

Pedro Soares notou que «o BE fez o seu trabalho e mais do que duplicou o número de votos» relativamente a 2011, mas «não conseguiu evitar que a coligação PSD/CDS não fosse a mais votada – embora tenha perdido 30 mil votos e um mandato –, porque o PS foi incapaz de crescer e de conquistar votos ao centro». Em todo o caso, o deputado frisou que «a esquerda tem maioria no Parlamento, pelo que considera que há condições para formar governo e criar uma alternativa política».

O também dirigente distrital do Bloco realçou que o BE «está a trabalhar para construir um governo alternativo», pois considera que «com a maioria dos deputados na Assembleia há condições para ser a esquerda a governar». Pedro Soares desvaloriza as divergências de política externa e outras entre os partidos de esquerda, notando que «uma coisa são os objetivos e outra são os pontos de entendimento mínimo para iniciar esse caminho alternativo», lamentando que Cavaco Silva «tivesse tomado posição antes de ouvir os partidos e optando por colocar pressão sobre o PS».

«Os nossos objetivos foram alcançados em pleno e, logo que tomemos posse, vamos iniciar propostas parlamentares para «fazer face à profunda crise que se vive no distrito», apoiando as empresas que criem emprego estável e salários dignos, o desenvolvimento da investiga- ção e do ensino superior e o aumento do investimento público, que puxe pelos privados para evitar a drenagem da população ativa para a emigração, sustentou o deputado, ao que Paula Nogueira acrescentou «a reposição dos cortes nos apoios sociais».

(Imagem: Diário do Minho)