A Marcha Global da Marijuana voltou a juntar no mesmo dia os protestos em mais de 200 países contra o proibicionismo e por uma solução que proteja os consumidores e a saúde pública.
No passado sábado, em Braga, umas dezenas de pessoas marcharam para acabar com a perseguição anacrónica aos consumidores de canábis. Os activistas partiram do Arco da Porta Nova e ao som de gaita de foles e bombos percorreram a rua até à Avenida Central distribuindo animação e atraindo a curiosidade dos transeuntes.
O Bloco de Braga acompanhou a marcha e distribuiu panfletos informativos sobre o consumo de marijuana e sobre o Projeto de Lei para a legalização do cultivo de canábis para o consumo pessoal e sobre o enquadramento legal dos clubes sociais de canábis.
Nesta proposta, o Bloco pretende a despenalização do autocultivo de canábis, para que os consumidores que optem por ter a sua planta em casa como forma de não financiar os circuitos do pequeno e grande tráfico, o possam fazer sem arriscar a prisão ou a multa.
Pretende-se, ainda, que sejam criadas associações de consumidores - os clubes sociais de canábis -, à semelhança do que existe noutros países, que se juntam e definem as quantidades da plantação coletiva, tendo por base a previsão do consumo dos associados, que pagam uma quota à associação, que por sua vez paga impostos, organiza cursos de formação sobre o consumo e a redução de danos.
Esta proposta será debatida e votada no Parlamento no próximo dia 8, quarta-feira. Ver Projeto de Lei