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Novo ano nova política! Vamos a isso!

A política de austeridade levada a cabo pelo Governo Passos/Portas durante o ano de 2012 foi de destruição do emprego, das famílias, do aumento da fome e da miséria, do ataque ao poder local democrático com a extinção de freguesias, reforçado com o apoio do PSD/CDS local que acabaram com 15 da 49 freguesias do concelho. 2012 foi o ano em que Portugal assistiu ao governo mais autoritário da história da democracia portuguesa.

Não satisfeitos com a desgraça que impuseram aos portugueses, a dupla Passos Coelho/Paulo Portas entra no ano de 2013 com novas medidas para agravarem ainda mais a já difícil vida dos portugueses. Além do roubo dos salários aos trabalhadores e das pensões aos pensionistas e reformados este governo, como diz o ministro Gaspar, fez um enorme aumento na carga fiscal (como se não chegasse já o corte nos salários e o aumento dos bens de primeira necessidade).

Subjugado às ordens da Troika este governo prepara-se para ir mais longe nos cortes aos direitos dos trabalhadores e da população em geral:

- Na educação aposta numa escola da desigualdade, onde a origem social deve determinar o trajeto escolar dos alunos, procede-se à exclusão dos mais pobre e só estuda quem tem dinheiro;

- Aumenta as taxas moderadoras para um nível insustentável para milhares de famílias e prepara-se para fechar centros de saúde e urgências hospitalares, retirando apoio financeiro como fizeram ao hospital de Famalicão;

- Com o pretexto da dívida, reduzem os salários e os direitos dos trabalhadores, facilitam despedimentos, cortam nas indemnizações por despedimento e nas horas extras e aumentam o horário de trabalho.

Os reflexos desta política notam-se no concelho de Famalicão, onde o desemprego está em números nunca vistos, as falências das empresas e famílias são o pão nosso do dia a dia. Hoje é claro que a fome alastra no concelho! São cada vez mais as famílias que necessitam de apoio e perante esta calamidade temos uma Câmara Municipal que, em vez de se preocupar com o apoio às famílias como propôs o Bloco de Esquerda na discussão do Orçamento Camarário, se preocupa cada vez mais com questões folclóricas onde se gastam milhões de euros com o único objetivo da promoção pessoal e da preparação das próximas eleições autárquicas.

O ano que agora começa será um ano duro e difícil para os trabalhadores e mais desfavorecidos. Será um ano de eleições autárquicas e um ano em que a direita no poder pretenderá consolidar o seu projeto ideológico. Às forças de esquerda independentes e movimentos sociais cabe a tarefa história de lutar e construir um movimento amplo e maioritário que consiga mudar a relação de forças nas autarquias, contribuindo deste modo para derrubar o Governo e parar esta política de destruição que nos impõem a Troika.

Estou convencido que a verdadeira esquerda, aquela que quer de facto derrotar esta política da Troika, tudo irá fazer para que o ano de 2013 seja um ano de esperança na melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo em geral.

No que ao Bloco de Esquerda diz respeito, contem connosco!

 

(Crónica publicada no Jornal Opinião Pública de 10/01/2013)