A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, juntou-se às milhares de pessoas que visitaram ontem o Presépio Vivo de Priscos, destacando a dignidade humana e a defesa dos direitos humanos como “mensagem forte” de um projecto “construído por voluntários e num processo interessante de inclusão social de reclusos”.
Ao Correio do Minho, o padre João Torres justificou o convite feito à porta-voz do BE com a convicção de que “se a Igreja Católica não estiver aberta a todos, deixa de ser Católica”.
Depois de explicar a Catarina Martins e a outros dirigentes do BE que o Presépio Vivo de Priscos é o resultado de “centenas de horas de trabalho voluntário”, aquele sacerdote defendeu que “Natal também é percebermos as pessoas que pensam outras coisas, que não comem à mesa connosco mas que querem estar connosco”, já que “Jesus nasce para todos”.
Catarina Martins aproveitou a visita a Priscos e a “um presépio em que todos são bem tratados” para lembrar que “uma em cada três crianças portuguesas vive em situação de pobreza e continuamos a gastar milhões em juros da dívida”.
Aproveitando o cenário que agrega representações das culturas egípcia, judaica, romana e cristã, a porta-voz do BE recordou ontem a máxima ‘De sete em sete anos todas as dívidas serão perdoadas’ proferida por Moisés ao povo israelita, para alertar que “está na hora de Portugal ser capaz de ter uma posição forte para renegociar” a sua dívida aos credores internacionais.
Lanche/Convívio em Braga
Ao fim da tarde, num lanche convívio, Catarina Martins esteve ainda em conversa com aderentes e amigos/as do bloco no Café Juno, aprofundando laços de camaradagem e deixando uma menssagem para o ano de 2015, "um ano com novas esperanças".