Share |

A situação social dramática que está a ser vivida na região só pode ser enfrentada com um novo Governo

Pedro Soares
Pedro Soares é docente universitário e membro da Comissão Política

Em declarações ao bragadistrito.bloco.org, Pedro Soares, cabeça de lista da candidatura à Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda, referiu que “a situação social dramática que está a ser vivida na região só pode ser enfrentada com um novo Governo, capaz de inverter o ciclo de austeridade e de empobrecimento dos últimos anos.”

Pedro Soares considerou que “o desemprego e a emigração são as expressões mais graves da política de austeridade no distrito de Braga e demonstram que o crescimento económico para a criação de emprego deve estar no centro das mudanças políticas a realizar urgentemente.”

Porém, questionado sobre a fronteira entre crescimento e austeridade, o dirigente do Bloco respondeu que o Tratado Orçamental traça essa linha porque “impõe o prolongamento ad eternum da austeridade através da obrigatoriedade de um défice orçamental estrutural inferior a 0,5 por cento do PIB, mesmo que o país precise, como é o caso, de investir no crescimento da economia e no desenvolvimento do Estado social.” Pedro Soares acrescentou que o Governo PSD/CDS e o PS aprovaram no Parlamento o Tratado Orçamental e, por isso, “não temos qualquer ilusão sobre a política do PS.”

Lutar por uma alternativa à austeridade” é o lema da proposta de moção e o principal objetivo da nova equipa distrital candidata à coordenação distrital do Bloco em Braga. Nesse sentido, Pedro Soares adiantou que o principal esforço da nova Coordenadora vai dirigir-se para o apoio ao reforço da intervenção política das concelhias do Bloco e em fazer tudo para unir todas as forças, principalmente dos movimentos sociais, por uma alternativa séria à austeridade.

“O Bloco tem-se afirmado como uma força política essencial no distrito de Braga e continuará na primeira linha do combate ao abuso e à corrupção, ao empobrecimento das populações e dos territórios, à retirada de valências aos hospitais públicos, ao desaforo das linhas de muito alta tensão a instalar sobre áreas urbanas, à privatização da água ou à falta de investimento público”, concluiu Pedro Soares.