Realiza-se neste fim-de-semana, 25 e 26 de junho, a X Convenção Nacional do Bloco de Esquerda. Nesta Convenção, foram apresentadas três moções: Moção A – Força da Esperança – O Bloco à conquista da maioria; Moção B – Mais Bloco; Moção R – Crescer pela Raiz – A radicalidade de reinventar a política.
No passado fim-de-semana, os e as aderentes do BE elegeram 639 delegadas e delegados: A moção A elegeu 523, a moção B elegeu 33, a moção R elegeu 60 e as Plataformas locais elegeram 23 pessoas.
O distrito de Braga estará representado por 44 delegados, que subscrevem a Moção A, encabeçada pela atual porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.
Catarina Martins referiu que o Bloco que se apresenta na Convenção deste fim-de-semana "é um Bloco um pouco diferente", não na essência da proposta política mas na sua dimensão. "É claramente um Bloco maior, com mais gente", numa fase de "enormes responsabilidades", por via do acordo parlamentar com o PS que viabiliza o atual Governo, avançou a deputada.
"Temos enormes responsabilidades hoje, maiores, com o que isso tem de bom: significa que o Bloco tem mais capacidade de determinar o que acontece no país”, acrescentou, reconhecendo que há inevitavelmente "dificuldades" em todo o processo, até porque "o Governo não é do Bloco, é do PS".
Após a aprovação do Orçamento do Estado deste ano, Catarina Martins assinalou que há agora um "debate difícil" em torno do orçamento do próximo ano, lembrando os "três pilares" do acordo firmado com o PS: recuperação de rendimentos, proteção das relações de trabalho e manutenção do estado social com travão às privatizações.
"Há uma parte de recuperação de rendimentos que precisa de novas medidas a cada ano que passa", alertou Catarina Martins. "Se no orçamento anterior o que foi feito foi parar os cortes de 600 milhões de euros que a direita já tinha prometido a Bruxelas", a verdade é que "as pessoas foram protegidas de cortes mas não sentiram como é que faziam face à inflação", por isso há que "responder" aos anseios dos portugueses, nomeadamente os pensionistas, vincou.
A X Convenção bloquista terá lugar no Pavilhão do Casal Vistoso (metro Areeiro), em Lisboa. A sessão internacional que a antecede decorrerá a partir das 21h de sexta-feira, 25 de junho, com entrada livre. As intervenções portuguesas estarão a cargo de Catarina Martins, Marisa Matias e Luís Fazenda. O tema da sessão é “O Tempo dos Movimentos na Europa” e inclui protagonistas de alguns movimentos de resistência à escala nacional e europeia contra o rumo da UE e as políticas de austeridade. Os convidados internacionais são Eric Toussaint, do Comité pela Anulação da Dívida do terceiro Mundo e participante das Conferências por um Plano B para a Europa; Arthur Moreau, participante do movimento Nuit Debout, e Sylvia Gabelmann, do movimento Blockupy.
Os trabalhos da convenção terão início às 11h de sábado, com a apresentação e votação do relatório do comissão organizadora e do regimento da X Convenção. A intervenção de abertura terá lugar às 11h30, e será seguida da discussão e votação de propostas de alteração dos estatutos. Às 15h será a apresentação e debate das diferentes moções. No sábado, os trabalhos terminarão às 23h e recomeçam no domingo às 11h. Às 12h será a votação final das moções e a sessão de encerramento tem início prevista para as 12h30. Durante a tarde de sábado e a manhã de domingo decorrerá a votação para a mesa nacional e a comissão de direitos.