O Bloco de Esquerda está preocupado com o aterro de Codesosso, em Celorico de Basto, e questionou o Governo sobre a possibilidade de aumento da capacidade da unidade de produção.
A Unidade de Produção de Celorico de Basto (Aterro, Triagem e Tratamento Mecânico), situado na freguesia de Codessoso, no concelho de Celorico de Basto, foi instalada em 2001, tendo sido, então, estimada uma vida útil de 12 anos. Apesar de ter sido acordada a sua ampliação em 2012, o respetivo processo de licenciamento só veio a ser concretizado em 2019. Acresce que, por contrato celebrado a 30 de setembro de 2015, a RESINORTE é concessionária da exploração do sistema intermunicipal de tratamento e recolha seletiva de resíduos urbanos do Norte Central até 31 de dezembro de 2034. A unidade está a receber resíduos de 35 municípios do norte de Portugal.
No final de janeiro do corrente ano, terminou a consulta pública do processo de alteração do Título Único Ambiental (TUA), que pretende uma “otimização” da capacidade licenciada e assim aumentar a volumetria do aterro sanitário, passando de 2.550.000 t para 2.865.563 t – mais 315.563 t, representando um aumento de 12,4% – e de 2.115.300 m³ para 2.187.453 m³ – mais 72 153 m³, representando um aumento de 3,4% – em relação ao anterior TUA.